Você Sabia?
O Santuário Santa Isabel Rainha é marcado por uma arquitetura profundamente simbólica e repleta de significado. Consagrado pelo Cardeal-Arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, o templo foi elevado à categoria de santuário. Na nave central, quatro cruzes com velas nos pilares laterais lembram essa consagração, celebrada anualmente no dia 9 de agosto.
Projetado por Benedito Calixto Neto — o mesmo arquiteto responsável pelo Santuário Nacional de Aparecida — o Santuário Santa Isabel Rainha é o templo mais alto da cidade e integra a lista dos três mais altos do país. Em estilo neoclássico-romano, impressiona com sua torre de cerca de 90 metros e sua cúpula de 64 metros, inspirada na Catedral de Santa Maria del Fiore, em Florença. Logo na entrada, três grandes portas simbolizam a Santíssima Trindade.

O interior é iluminado por belos vitrais que retratam a vida e os milagres de Santa Isabel. A fachada é sustentada por doze pilares externos, representando os doze apóstolos, cujos nomes estão gravados em latim (Tadaeus, Simon, Jacobus Min., Thomas, Bartholomaeus, Philippus, Jacobus Mai., Andreas, Mathaeus, Paulus, Petrus e Joannes). Esse conjunto estrutural garante um amplo vão-livre, cuja sensação de grandeza é reforçada pelas cores claras, pela abundante luz natural e pelo contraste com o granito escuro do piso.
A cúpula principal, vista externamente, representa a coroa de Santa Isabel. Por dentro, é sustentada por quatro arcos que simbolizam os quatro evangelistas — João, Marcos, Lucas e Mateus.
A torre, de formato oitavado, representa o cetro da rainha e abriga diversas molduras, vitrais, colunas, um mirante, uma escadaria em espiral com 407 degraus e um elevador com capacidade para 15 pessoas.

No presbitério, onde se encontra o altar, destacam-se sete arcos, representando os sete dons do Espírito Santo. No altar-mor, cinco cruzes recordam as cinco chagas de Cristo, enquanto uma pedra fundida abriga relíquias de São Letâncio e São Ingrácio.
A estrutura que sustenta o altar apresenta dois símbolos importantes: o PAX, que significa “paz” em latim, e a figura de uma garça alimentando seus filhotes, imagem que remete ao sacrifício de Cristo na Última Ceia.



O tabernáculo (sacrário), é ornamentado por doze anjos em alto-relevo segurando turíbulos, simbolizando a purificação. Na porta do tabernáculo, a Cruz das Missões, com seus braços horizontais adicionais, representa a capacidade de enxergar mais horizontes.

A cúpula principal é formada por dezesseis retângulos, que compõem um octógono. Quatro grupos de três retângulos representam os doze apóstolos, enquanto os quatro restantes remetem aos quatro evangelistas. As pinturas dos evangelistas são obras do artista Angelo Isaias Baggio, executadas em óleo sobre tela, medindo 5,40 x 4,90 metros, e foram instaladas em julho de 2018.







O vitral mais ao fundo retrata o Milagre das Rosas de Santa Isabel.











No lado externo de sua fachada, a igreja apresenta novamente a representação do milagre das rosas, desta vez composta em pastilhas aplicadas na parede. Ao lado, encontra-se a inscrição em latim “MAGNA ERIT GLORIA DOMUS ISTIUS – D.O.M. ELISABETH REGINAE D.”, que carrega um profundo significado espiritual e histórico.
A expressão “MAGNA ERIT GLORIA DOMUS ISTIUS” significa “Grande será a glória desta casa”. Trata-se de uma referência bíblica que simboliza uma promessa de prosperidade, fé e grandeza espiritual para o templo.
Já a sigla “D.O.M.” corresponde a Deo Optimo Maximo, que pode ser traduzido como “A Deus, o melhor e o maior”. A sequência “ELISABETH REGINAE D.” é entendida como Elisabeth Reginae Dicatum, isto é, “Dedicado à Rainha Isabel”.
Assim, o sentido completo da inscrição expressa a consagração do templo: “A Deus, o melhor e o maior, este templo é dedicado à Rainha Isabel.”
